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PASSEANDO
POR AÍ
Texto: Waldemar Cezar*
Não
moro em Bombinhas, moro em Balneário Camboriú mas sonho com o
dia em que poderei me dar ao luxo de deixar de trabalhar e ir
definitivamente para essas praias que considero entre as mais
bonitas do mundo. Por enquanto tenho que me contentar com um ou
outro final de semana. Quem vai a Bombinhas não tem muito
motivo para passear em outros lugares, mas se você veio de
longe e a família anda impaciente, algumas visitas podem ser
feitas. Andei bastante por aí e com o tempo fui descobrindo o
que acho que vale a pena visitar na região, portanto tomo a
liberdade de fazer algumas sugestões:
TELEFÉRICO
- BALNEÁRIO CAMBORIÚ
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Desde
agosto de 1999 funciona em Balneário Camboriú um teleférico
ligando a Barra Sul à praia de Laranjeiras, num percurso de 2,5
Km, com uma estação intermediária, onde foi construído
um impressionante parque ambiental, equipado com lanchonetes e outros serviços
e palco frequente das promoções organizadas pelos administradores
do "Bondinho Aéreo" Mais de 40 cabines fechadas, para 6 pessoas,
ligam as duas estações principais. sendo que a da Barra Sul
agrega um centro comercial, com restaurantes e lojas de presentes. O acesso
é feito por automóvel (tem grandes áreas de estacionamento)
ou através do Bondindinho, O bilhete custa R$ 12,00 por pessoa
(preço de nov/2000).
Visite,
é um passeio extraordinário. |
BANANINHA
- BR-101
Quem
vem de Florianópolis, uns 5 Km antes de chegar no trevo de
Porto Belo, que dá acesso a Bombinhas, enxerga do lado oposto
da estrada um avião. Não é ali, é na frente, chamo de
"Bananinha", uma cabana de beira de estrada que está
lá desde sempre e onde servem um extraordinário caldo de cana
e os pastéis de banana de onde tirei o nome. Há também muitos
produtos coloniais e o atendimento é caseiro. Experimente,
garanto que você vai gostar.
ILHA DO
ARVOREDO
Se
você quer uma aventura de verdade para contar aos amigos quando voltar
das férias, visite a Ilha do Arvoredo. Quem não se aperta
no mar pode ir de barco, basta conversar com um pescador opu com as várias
empresas que prestam esse serviço em Bombinhas.
Numa embarcação de pesca a viagem demora hora e pouco, dependendo do barco, do vento e das ondas. É
claro que você deve arranjar alguém experiente para piloto
pois vai encarar mar aberto. Marzão!
O
quadrilátero compreendido entre o Calhau de São Pedro, a
ilha da Galé, a ilha Deserta e a ilha do Arvoredo, é reserva
biológica marinha. É proibido desembarcar, exceto na Arvoredo
onde um pequeno trecho fica fora da reserva. É onde estão
construídas as casas do pessoal da Marinha, que cuida do farol que
protege a navegação na região. Em caso de necessidade
os marinheiros possuem sofisticados equipamentos de rádio que permitem
a comunicação com telefones em terra.
É
permitido navegar em volta das ilhas o que proporciona uma sensação
inesquecível. O mar é "grande" no local e, dependendo do
dia, choca-se com força contra os costões. Nas pedras milhares
de pássaros se agitam e revoam à passagem do barco. É
o que mais impressiona quem não conhece e também que já
conhece.
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Num
trecho calmo é possível aportar e dar bons mergulhos (proibidos
na maioria dos locais). Dependendo do porto e do dia a água é
cristalina. O ideal mesmo é levar máscara e pés-de-pato.
Em volta das ilhas é sempre muito fundo e você deve ser cuidadoso.
Naturalmente que se não sabe nadar nem embarque.
Para
quem gosta, um pequeno trecho na Arvoredo e no calhau de São Pedro
fica fora da zona de proteção. Ali é permitido pescar,
mas tem que estar com o barco e a licença de pesca em dia. A penalidade
é severa e no verão frequentemente aplicada, mas a abundância
e variedade de peixes é notável.
E
uma importante sugestão para quem já fez a viagem várias
vezes: máquina fotográfica e um isoporzinho com umas geladinhas,
sanduichinhos e biscoitinhos tornam a viagem amena. Um último conselho:
se o mar estiver feio, deixe para outro dia.
SE
EMPANTURRANDO COM A ALEMOADA
Para
quem viaja de automóvel e quer conhecer um pouco da região
a proposta é reunir um belo passeio familiar com comida gostosa
e preços mixurucas. Você encontra isso em Brusque e Guabiruba,
cerca de uma hora e pouco por uma estrada com bom asfalto e pouco movimento
que se acessa tomando rumo Norte pela
BR-101 até a altura de Itajaí. No trevo específico
entre à esquerda. Em uma hora e pouco saindo de Bombinhas você chegará a Brusque.
No
caminho, dezenas de lojas de todos os tipos e tamanhos. Grandes centros
de vendas misturados com pequenas lojinhas de beira de estrada. Os preços,
que no passado foram muito vantajosos, hoje ainda são bons, os mesmos
encontrados em qualquer magazine de cidade grande.
No
centro de Brusque estacione o carro e ande a pé pois de carro (para
deixar meus amigos brusquenses p* da vida) a cidade acaba ligeiro. Repare
na limpeza das ruas e no povo saudável e educado que lhe rodeia.
Para
almoçar, pergunte a direção de Guabiruba, cidade ao
lado onde se chega após percorrer uma estrada cheia de curvas fechadas.
Se estiver chuvendo manere no acelerador pois o piso -de pedras- escorrega
bem.
Quase
chegando em Guabiruba tem ao lado direito um galpãozão cheio
de carros estacionados na frente, o restaurante Schumacher. Eles pronunciam
algo como "Schúmaq".
O
Schumacher é uma casa de comilanças alemãs, tradicional,
onde o mais difícil é conseguir lugar para sentar. Mas o
giro é rápido pois ali come gente de todas as atividades,
desde o turista até o vendedor viajante ou o dono de empresa que
resolve levar um convidado para almoçar. Coisa simples, com umas
mesas e cadeiras meio bambas mas que ninguém repara mercê
da higiene impecável e do ambiente excepcionalmente amistoso.
Com
nenhuma preocupação relativa a colesterol a cozinheira envia
para as mesas fartas porções onde ressalta o macarrão
caseiro que, se você chegar para almoçar aí por uma
e meia da tarde, terá oportunidade de presenciar uma "alemoa" preparando
para a refeição seguinte, numa mesa bem ao lado de onde você
estiver comendo.
Quem
gosta de marreco faz uma festa e uma maneira eficiente de irritar o garçom
é pedir repetidas porções só do recheio do
marreco. Isso desequilibra o fluxo da cozinha mas faz a delícia
do gourmet que se empanturra com aquele sabor maravilhoso
Na
saída, após pagar um preço de deixar envergonhado
por comer tão barato, o cafezinho, tomado em pé no balcão,
não é grande coisa mas prepara o paladar para o que o futuro
lhe promete: uma confeitaria de nível europeu.
Seu
esforço para fazer o ponteiro da balança crescer está
quase terminando. Comeu no Shumacher gastando pouco.
É hora de voltar, não sem
antes fazer um curto desvio para comprar alguns souvenirs a serem admirados
em casa.
Dirija-se
à rua Otto Renaux, Panificadora Bartz, na altura da autorizada Volkswagen.
Pergunte no ponto de taxi onde fica e, ao chegar lá, procure por
Frau Bartz, que comanda um sala onde discos de fina massa são generosamente
recobertos por uma dúzia de diferentes caldas, frutas e outras doçuras.
Custam R$ 3,50 (preço de nov/2000) a unidade, portanto muito
baratas.
São
cucas inesquecíveis e, acredite, num pequeno estabelecimento, chegam
a vender centenas a cada semana. O atendimento é como se fosse um
velho amigo da casa chegando.
Cucas
compradas, barriga estufada, pé na estrada com a camisa suada porque,
naquela região, na época de verão, faz um calor infernal.
Mas vale a pena, pode acreditar.
ILHA
DE PORTO BELO
Você
passou por ela quando foi para Bombinhas e com certeza ela
continua no mesmo local, um local extraordinariamente belo, nos
últimos tempos dotada de boa infra-estrutura, desde que a
Família Schurmann resolveu encampar o local, construir sua base
de expedições e introduzir outras alegorias como restaurante e
lanchonetes. Chega-se à ilha (é óbvio) de barco, na orla de
Porto Belo há um serviço regular para os interessados. Vá
lá, reserve um dia para o passeio.
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Waldemar Cezar é
jornalista.
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